A corrida por uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado promete esquentar logo após o reinado de Momo. Até aqui, o cenário político ainda vive um momento de indefinições, conversas de bastidores e articulações discretas, típicas do período pré-eleitoral. Como diz o velho ditado da política, ela é feita de três etapas: namoro, noivado e casamento.
A fase do namoro já está chegando ao fim. É o momento em que lideranças se aproximam, testam alianças, trocam elogios públicos e medem forças, sem assumir compromissos mais profundos. Muitos ainda flertam com diferentes grupos, avaliando onde haverá mais espaço, estrutura e viabilidade eleitoral.
Até o Carnaval, começam os noivados. É quando os acordos passam a ganhar forma, as alianças se tornam mais claras e os projetos políticos começam a ser apresentados com mais objetividade. Nesse período, surgem declarações mais firmes, definições partidárias e os primeiros movimentos estratégicos visando o pleito.
Depois do Carnaval, chega a hora do casamento. É nesse momento que saberemos, de fato e de verdade, quem serão os candidatos, quais alianças foram consolidadas e quais conjunturas irão disputar a preferência do eleitorado. A partir daí, o jogo político entra em campo aberto, com discursos mais duros, estratégias bem definidas e a disputa pela confiança do eleitor.
O pós-Carnaval, portanto, marcará o início de uma nova fase, em que o improviso dá lugar à decisão e o namoro político se transforma em compromisso assumido diante da sociedade.

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