O Rio Grande do Norte está vivendo um cenário raro neste período de pré-campanha envolvendo a governadora Fátima Bezerra (PT) e senador Rogério Marinho (PL).
Explico.
A última vez que um governador que não tinha direito a reeleição não renunciou para disputar o Senado foi em 1990. Isso aconteceu com Geraldo Melo.
Eleito em 1986, Melo tinha como vice-governador Garibaldi Alves. Caso se desincompatibilizasse, deixaria o então ex-prefeito de Natal Garibaldi Alves Filho inelegível.
Os Alves costuraram um acordo e Geraldo permaneceu no cargo elegendo Garibaldi Filho senador.
Em 1994, Geraldo finalmente foi candidato ao Senado e se elegeu na disputa de duas vagas ao lado de José Agripino Maia, eleito governador quatro anos antes.
Naquela época ainda não tinha reeleição (só foi instituída em 1998).
Já o fato raro envolvendo Rogério nos devolve a 40 anos no túnel do tempo. É a primeira vez em quatro décadas que um senador eleito em disputa de uma única vaga não se candidata ao Governo do Estado quatro ano depois.
A última vez que isso aconteceu foi com Carlos Alberto de Sousa, eleito senador em 1982, ele não tentou o Governo do Estado em 1986.
Naquela eleição ele apoiou João Faustino que foi derrotado por Geraldo Melo.
Carlos Alberto tentou a reeleição em 1990, mas perdeu para Garibaldi que foi eleito e reeleito governador em 1994 e 1998.
Em 1998, Fernando Bezerra foi eleito senador derrotando o próprio Carlos Alberto e tentou o governo em 2022, ficando em terceiro lugar. Em 2006, Rosalba Ciarlini foi eleita senadora e venceu para o governo quatro anos depois.
Mesmo roteiro de Fátima eleita senadora em 2014 e governadora em 2018.
Eleito senador em eleição de uma única vaga em 2022, Marinho vai se dedicar a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro e apoiar o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) para o Governo.
Fonte: Blog do Barreto

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