Pendências: MPRN acende alerta sobre “chafarizes” irregulares e cobra fiscalização imediata no RN





O que está acontecendo em Pendências não é um caso isolado — é um sinal claro de que o Ministério Público do Rio Grande do Norte começou a apertar a fiscalização sobre um modelo que se espalhou por vários municípios: os chamados “chafarizes eletrônicos”.

O ponto central

A recomendação da Promotoria expõe um problema sério: a comercialização de água sem controle sanitário adequado. As irregularidades encontradas não são pontuais, são estruturais:

  • ausência de responsável técnico;
  • falta de laudos de potabilidade;
  • captação sem tratamento adequado;
  • condições precárias de envase.

Na prática, isso significa risco direto à saúde da população.

O que o MPRN está exigindo

A atuação do Ministério Público do Rio Grande do Norte em Pendências estabelece um precedente que tende a se repetir em outras cidades do RN. Entre as principais determinações:

  • Fiscalização em até 30 dias;
  • Interdição imediata de pontos irregulares;
  • Exigência de alvará sanitário, laudos e responsável técnico;
  • Proibição do envase em garrafões retornáveis de 20 litros nesses locais;
  • Criação de rotina permanente de fiscalização.

O que está por trás dessa “onda”

O crescimento desses chafarizes ocorreu, em muitos casos, pela falta de acesso regular à água de qualidade e pelo baixo custo para o consumidor. Porém, sem controle, o que parece solução vira problema de saúde pública.

Tendência para o RN

A tendência é clara: o que começou em Pendências deve se expandir para outros municípios do estado. O Ministério Público costuma agir por regiões e, quando identifica um padrão de irregularidade, amplia o alcance.

Em resumo

Não se trata de proibir o serviço, mas de obrigar a regularização. Quem estiver dentro das normas continua operando. Quem não estiver, deve fechar.

E o recado é direto: água vendida à população precisa ser tratada como questão de saúde pública, não apenas como atividade comercial.

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