Faltando apenas dez meses para as eleições, o Rio Grande do Norte vive um cenário político e administrativo de incertezas e desconfiança. O cargo de governador do estado, o mais alto posto do poder executivo estadual, tem sido cada vez mais alvo de críticas e decepções por parte da população, que se vê em um momento de total instabilidade. O governante de turno não só é o responsável pela gestão política e administrativa do estado, mas também por dar respostas concretas aos problemas que afligem os norteriograndenses.
É impossível não reconhecer que o período entre as gestões dos governadores Fernando Freire, Rosalba Ciarlini, Vivaldo Costa, Robinson Faria e Fátima Bezerra representou um verdadeiro caos político e administrativo para o Rio Grande do Norte. A falta de articulação política, a crise fiscal e a instabilidade em áreas fundamentais, como saúde, segurança e educação, são apenas alguns dos legados deixados por essas gestões. A ponto de chegarmos à triste realidade de um vice-governador, e até mesmo do presidente da Assembleia Legislativa, se negando a assumir o cargo em situações extremas, devido à bagunça que o estado se encontra.
Cada um desses governantes fez sua parte – e isso não podemos negar –, mas a questão é que, à medida que o tempo passava, o caos político e administrativo foi se agravando de forma a alcançar o ponto em que estamos hoje. O desespero da população se reflete nas ruas, nos setores mais afetados e, principalmente, nas urnas. A cada novo ciclo eleitoral, a esperança de mudança é renovada, mas também a sensação de frustração por promessas não cumpridas e por uma gestão que muitas vezes parece não ter ouvido as necessidades da população.
E agora, a grande pergunta que paira sobre o estado é: quem será o próximo governador do Rio Grande do Norte? O candidato eleito será, de fato, o "salvador da pátria", capaz de reverter a situação e devolver a confiança da população? Ou, por acaso, o futuro governante será ainda pior do que os mencionados em nossa análise? O que esperar de mais um novo ciclo eleitoral, em um estado que já tem sido marcado por tantas decepções e incertezas?
Esses questionamentos deixam os norteriograndenses sem norte, sem direção, sem opções claras e, acima de tudo, sem confiança nas instituições que deveriam representar os seus anseios. Às vésperas de uma eleição decisiva, a pergunta que não quer calar é: será que, desta vez, finalmente teremos um líder capaz de fazer o estado caminhar para um futuro mais promissor? Ou estaremos condenados a mais um período de incertezas, promessas vazias e gestões que não conseguem entregar os resultados necessários para o Rio Grande do Norte? O futuro, mais uma vez, parece estar nas mãos do povo, mas será que as escolhas feitas nas urnas trarão, de fato, a mudança tão aguardada?

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