Macau pode viver um dos piores carnavais de sua história


“Não aguardem uma grande programação para o Carnaval de 2026”, afirmou a prefeita Flávia Veras. A declaração, no entanto, causou estranheza e revolta em parte da população da cidade de Macau.

Conhecida por já ter abrilhantado o cenário cultural do Rio Grande do Norte com um dos carnavais mais tradicionais e vibrantes do estado, Macau hoje amarga a percepção de estar entre os piores festejos carnavalescos. A frustração popular cresce, sobretudo, quando os números oficiais entram em cena.

Em 2025, o município de Macau registrou um recorde histórico de arrecadação, com quase R$ 15 milhões a mais em comparação ao ano de 2024. Além disso, a previsão para 2026 aponta para uma arrecadação ainda maior, o que enfraquece o argumento de crise financeira utilizado pela gestão municipal.

Diante desses dados, surge um questionamento inevitável: onde está o dinheiro e quais são, de fato, as prioridades da administração? Para muitos macauenses, o problema não é a falta de recursos, mas sim a ausência de planejamento, transparência e compromisso com a cultura e com a economia local, tradicionalmente impulsionadas pelo Carnaval.

Enquanto outras cidades se organizam, investem e fortalecem seus festejos, Macau ouve da própria prefeita que não deve criar expectativas. O resultado é um sentimento coletivo de frustração, indignação e a recorrente sensação de que o povo é quem sempre paga a conta.

Diante desse cenário, o macauense já pode bater no peito e gritar, com ironia e revolta: “É peia!”

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