
O deputado estadual Vivaldo Costa, conhecido como "Papa Jerimum", começa a ganhar força nos bastidores políticos como um nome de consenso para comandar o Governo do Rio Grande do Norte em um possível mandato tampão. A situação surge a partir da possibilidade de renúncia da atual governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB) em abril, o que abriria espaço para uma gestão temporária de nove meses até as eleições.
A ideia de que Vivaldo Costa assumiria esse cargo encontra respaldo tanto entre aliados do governo quanto entre outros deputados estaduais. Sua trajetória política e sua habilidade de articulação são vistas como essenciais nesse momento, visto que ele é considerado um político experiente, de fácil diálogo e com grande influência dentro da Assembleia Legislativa. Para muitos, ele é o nome mais confiável para comandar o Estado durante um período turbulento.
Vivaldo Costa já enfrentou uma situação semelhante no passado. Em 1994, após a renúncia do governador Agripino Maia, que deixou o cargo para disputar o Senado, Vivaldo assumiu a governadoria na condição de vice-governador. Durante o mandato de nove meses, ele se dedicou especialmente à melhoria das condições do interior do estado, o que lhe rendeu reconhecimento e uma marca administrativa que perdura até hoje.
No entanto, a possibilidade de uma nova passagem de Vivaldo Costa pelo comando do estado traz também uma preocupação: sua idade. Aos 86 anos, ele teria pela frente um desafio enorme, que exigiria não só sua vasta experiência política, mas também disposição física e energia para administrar questões complicadas que poderiam ser herdadas da atual gestão. Com tantos desafios, o tempo à frente do governo seria curto, mas certamente tumultuado, exigindo de Vivaldo uma capacidade de articulação e de liderança incomuns.
O nome de Vivaldo Costa, apesar de ser o mais provável para esse período temporário, ainda gera dúvidas em relação à sua disposição em enfrentar esse desafio. Sua longa trajetória política, no entanto, indica que ele tem o perfil para lidar com crises e manter a governabilidade, mas tudo dependerá de sua decisão pessoal.
Em um momento em que a política estadual está cheia de incertezas, o nome de "Papa Jerimum" surge como uma opção que oferece experiência e equilíbrio, mas também coloca em jogo questões relacionadas à saúde, energia e à capacidade de lidar com um estado em transição. Seja qual for a decisão, ela certamente marcará mais um capítulo na carreira política de um dos mais icônicos nomes da história recente do Rio Grande do Norte.
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