O lançamento da chapa ao Governo do Rio Grande do Norte, formada por Álvaro Dias e Babá Pereira, ocorrido no último sábado no Boulevard Recepções, trouxe à tona uma série de questionamentos no campo jurídico-eleitoral.
O principal ponto de debate gira em torno da ausência de filiação oficial de Álvaro Dias ao Partido Liberal. Apesar de ter dividido o palanque com figuras de destaque nacional, como Valdemar da Costa Neto e Flávio Bolsonaro, o pré-candidato ao governo ainda não formalizou sua entrada na legenda — diferentemente de outros nomes que aproveitaram o evento para se filiar.
Nos bastidores, duas razões principais explicam esse adiamento. A primeira é de natureza jurídico-eleitoral: Álvaro ainda participa das inserções partidárias do Republicanos ao longo do mês de março, convocando aliados, o que impede uma mudança imediata sem possíveis implicações legais. A segunda envolve tensões internas dentro do partido no estado, especialmente após a reorganização de sua liderança sob influência de Ezequiel Ferreira de Souza e do prefeito Paulinho Freire.
Além disso, há um compromisso político com Hugo Motta para a construção de uma nominata competitiva à Câmara Federal — articulação que ainda não avançou conforme o esperado. Nesse cenário, a permanência temporária de Álvaro no Republicanos também cumpre uma função estratégica: evitar que a sigla fique livre para composições com grupos adversários.
Com o prazo final para filiações se aproximando, marcado para o dia 4 de abril, o cenário político no Rio Grande do Norte segue indefinido e sujeito a reconfigurações. Esse contexto impacta diretamente a formação das chapas e a distribuição do tempo de rádio e televisão — um recurso valioso nas campanhas eleitorais, especialmente considerando que o partido dispõe de cerca de um minuto nas inserções.

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