
“O combinado”, anunciado por João Maia, deu certo.
A estratégia de Walter Alves revela um movimento de extrema cautela e racionalidade política. Ao optar por apoiar Allyson Bezerra levando consigo uma base estimada em cerca de 300 vereadores e 40 prefeitos, Walter não apenas fortalece o projeto eleitoral do prefeito de Mossoró, como também protege o próprio MDB de uma aposta isolada ou personalista.
Essa base municipal garante capilaridade, presença territorial e musculatura eleitoral real — algo decisivo em uma eleição majoritária no RN. Diferentemente de alianças construídas apenas no topo, o movimento de Walter se ancora na política local, onde o voto é mais orgânico e menos volátil.
Além disso, ao não assumir o Governo e disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, Walter reduz riscos institucionais, evita desgaste administrativo e mantém o controle político do partido. Trata-se de uma escolha que privilegia estabilidade, sobrevivência partidária e poder de barganha no pós-eleição.
Em resumo, Walter Alves não apenas escolheu um lado; escolheu o momento, o formato e o peso certo para fazê-lo. Ao entregar estrutura, e não apenas apoio simbólico, ele se coloca como um dos principais fiadores políticos da candidatura de Allyson Bezerra — com prudência, cálculo e visão de longo prazo.
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