GUAMARÉ: A CIDADE QUE OSTENTA O TITULO DE "TERRA DO OURO NEGRO" JÁ FOI A TERCEIRA COLOCADA EM ARRECADAÇÃO DOS ROYALTIES, HOJE AMARGA A 24ª COLOCAÇÃO DOS REPASSES


Guamaré, município conhecido por sua importância na produção de petróleo e por ostentar o título de "Terra do Ouro Negro", já foi referência na arrecadação dos repasses dos royalties do petróleo no Rio Grande do Norte. Durante muitos anos, os recursos provenientes dessa atividade foram responsáveis por impulsionar o desenvolvimento da cidade, garantindo investimentos em infraestrutura, educação e serviços públicos.

No entanto, uma pesquisa recente revela uma realidade preocupante. Há uma década, os repasses de royalties para Guamaré vêm sofrendo quedas constantes. O que antes era motivo de orgulho e desenvolvimento, hoje se tornou um desafio econômico para a gestão municipal.

Em maio de 2008, Guamaré recebeu R$ 1.136.773,66 em royalties. No ano seguinte, em 2009, o valor se manteve praticamente estável, também em R$ 1.136.773,66. Em 2010, houve uma pequena redução, com o município recebendo R$ 1.130.321,50.

O ano de 2011 marcou um salto expressivo, quando os repasses chegaram a R$ 1.523.431,98, valor que se repetiu praticamente em 2012, com R$ 1.523.427,67. No entanto, a partir de 2013, iniciou-se uma trajetória de queda: o valor retornou aos mesmos R$ 1.136.773,66, o que indicava uma redução significativa.

A tendência de queda se consolidou em 2014, quando os repasses somaram R$ 1.133.098,51, e se manteve praticamente inalterada em 2015, com R$ 1.136.773,66.

O que chama a atenção é que, apesar da estabilidade dos valores nominais em alguns anos, na prática houve perda real, considerando a inflação, os custos crescentes e a redução na produção de petróleo na região. Hoje, Guamaré arrecada 234.616,64 e amarga a 24ª colocação no ranking dos municípios que mais recebem royalties, um contraste gigantesco com o protagonismo que a cidade já teve no passado.

Essa situação levanta questionamentos importantes sobre a diversificação da economia local, a dependência excessiva dos royalties e a necessidade urgente de planejamento para que Guamaré volte a trilhar o caminho do desenvolvimento sustentável, sem depender exclusivamente da indústria do petróleo.

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