Quando os meninos se sentam na calçada pra conversar, pode ter certeza: o zunzunzun é grande. E na noite desta segunda-feira, não foi diferente. Entre uma piada e outra, o assunto sério veio à tona — e todo mundo percebeu que, na politica de Guamaré, o ciúme anda falando mais alto do que a razão.
A conversa girou em torno de nomes, movimentos, sorrisos forçados e alianças que andam trincadas. Uns falam com cuidado, outros nem disfarçam mais. O clima anda quente, e não é por causa do verão. É porque tem gente incomodada com o brilho alheio, e quando o ego entra na roda, a política vira um campo minado.
O povo da calçada pode até não ter diploma, mas tem sabedoria de sobra pra notar: quando o ciúme começa a comandar, a razão pega o boné e vai embora.
Mesmo que você seja de borracha, não significa que sua elasticidade é eterna. Vai chegar uma hora que, de tanto esticarem, ela vai se romper. E essa metáfora cai como uma luva na atual cena política de Guamaré, onde os bastidores andam mais esticados do que nunca — e o ciúme anda falando mais alto do que a razão.
A disputa por espaço, por influência e, claro, por protagonismo, tem causado desconfortos visíveis entre os que, até pouco tempo atrás, marchavam lado a lado. É como se o palco político da cidade estivesse virando uma arena de vaidades, onde antigos aliados agora se encaram como concorrentes e cada gesto vira um recado.
Fulano se incomoda porque Sicrano ganhou mais visibilidade. Sicrano revida porque Beltrano está se aproximando do eleitorado com mais carisma. E assim segue o ciclo: um tentando esticar mais a corda do que o outro, testando os limites da paciência e da liderança. Mas como toda borracha, há um ponto em que não dá mais. Rompe. E quando romper, quem estava por perto pode ser atingido pelos estilhaços da ruptura.
No fundo, o que se vê não é apenas ciúme político, mas medo. Medo de perder influência, medo de ser ofuscado, medo de que o povo veja quem realmente está preocupado com Guamaré — e quem está apenas preocupado com o próprio ego.
A pergunta que fica é: até onde vai essa elasticidade antes de se partir? E, mais importante, quem vai estar pronto para lidar com as consequências quando ela arrebentar?

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