"POR QUE O CARA SE BENEFICIA DO SERVIÇO PÚBLICO, MAS ONDE CHEGA, METE O CACETE?"


"Um grama de ação vale uma tonelada de teoria"
. Nunca essa frase fez tanto sentido como nos dias de hoje. Vivemos em um tempo em que muitos falam, poucos fazem e, pior, aqueles que se beneficiam do que é construído coletivamente são os primeiros a apontar o dedo, criticar e esbravejar contra aquilo que, no fundo, os sustenta.

É curioso — pra não dizer revoltante — ver como algumas pessoas fazem questão de usufruir dos benefícios do serviço público, seja na saúde, na segurança, na educação ou na infraestrutura, mas, na primeira oportunidade, não perdem tempo em “meter o cacete” no próprio serviço público, nos servidores e nas instituições. Uma contradição grotesca, que revela mais sobre o caráter de quem critica do que sobre aquilo que está sendo criticado.

E se tem algo que me tira do sério é a hipocrisia. Essa capacidade absurda que algumas pessoas têm de vestir uma máscara quando lhes convém, de defender discursos que não sustentam na prática e, por dinheiro, status ou influência, são capazes de qualquer coisa — até mesmo vender a própria alma.

E o que dizer do jornalismo atual? Uma verdadeira banalização da informação. Virou espetáculo, virou palco para lacração, para fake news e para atender interesses de quem quer mais. Muitos dos que deveriam estar comprometidos com a verdade, hoje não passam de mercadores de manchetes sensacionalistas, distorcendo fatos, manipulando opiniões e jogando a ética no lixo.

O mundo anda precisando de mais ação e menos discurso vazio. Menos teoria jogada ao vento e mais comprometimento real. Porque, no fim das contas, caráter não se compra, nem se aluga. E é na coerência entre aquilo que se fala e aquilo que se faz que se separa o cidadão honesto do hipócrita disfarçado.

Postar um comentário

0 Comentários