NA CÂMARA DE GUAMARÉ: TEM OPOSIÇÃO TRAVESTIDA DE SITUAÇÃO?


Enquanto a Igreja Católica se prepara para iniciar o processo solene de escolha de um novo papa, um ritual milenar guiado por tradição e responsabilidade, em Guamaré, a cena política ganha contornos quase caricatos. Na Câmara de Vereadores, alguns parlamentares estão apenas à espera do famoso “cavalo selado” passar — a oportunidade ideal, o momento certo para se promover. O problema? Pode até ser que consigam agarrar a rédea, mas montar é outra história: as pernas são curtas, falta preparo, coerência e principalmente legitimidade.

O que se na prática é uma oposição travestida de situação. De um lado, discursos inflamados de apoio à gestão municipal; do outro, atitudes que sabotam o próprio progresso da cidade. Em vez de atuarem como agentes construtivos, alguns vereadores se ocupam em atrapalhar iniciativas que beneficiariam a população, seja por vaidade, seja por interesse próprio.

Essa contradição — entre o que se fala e o que se faz — tem desgastado a imagem da Câmara perante os cidadãos. Votam contra avanços, criam entraves administrativos e fazem da tribuna um palco de encenação política, quando deveriam estar focados em legislar com compromisso e clareza. É como se jogassem no time, mas marcassem contra.

A verdade é que esse tipo de postura não cola mais. A população está mais atenta, crítica e exigente. Em tempos em que transparência e responsabilidade são mais do que exigências éticas — são exigências populares —, ser oposição camuflada é um tiro no pé. Guamaré merece uma política de verdade, com representantes que não apenas agarrem o cavalo selado, mas que saibam conduzi-lo com firmeza, rumo ao desenvolvimento.


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