LEMBRANÇAS DE GUAMARÉ: O TEMPO DO MISTO DE SEU LUIZ LUCAS

Imagem ilustrativa

Quem ainda se lembra da antiga Guamaré, quando o tempo parecia correr mais devagar e o progresso ainda era uma promessa distante? Nas décadas de 1960 e 1970, a cidade era bem diferente do que é hoje. Naquela época, Guamaré não contava com os serviços básicos que hoje consideramos essenciais. A saúde era precária, a comunicação quase inexistente, e a educação ainda dava os primeiros passos em busca de qualidade.

O transporte, então, era uma verdadeira raridade. O único meio disponível era o famoso “misto” de seu Luiz Lucas, um veículo que se tornou símbolo de resistência e conexão para o povo guamareense. Era nele que os moradores se deslocavam até a cidade de Macau para fazer suas compras, buscar cereais, resolver problemas e ter acesso a serviços que a pequena Guamaré ainda não oferecia. O misto não era apenas um transporte — era parte da vida da comunidade.

As feiras livres, tão comuns hoje em muitas cidades, aconteciam apenas uma vez por semana, nas manhãs de segunda-feira. Era um momento de encontro, de troca, de reencontro entre vizinhos e amigos.

Naquele tempo, Guamaré era formada por apenas duas ruas principais, carinhosamente conhecidas como a “rua de cima” e a “rua de baixo”. E, mesmo com todas as limitações, havia um sentimento forte de união, de pertencimento e de esperança em dias melhores.

Lembrar desse passado é valorizar a história e as raízes de um povo que, com coragem e simplicidade, construiu os alicerces do que Guamaré é hoje.

Postar um comentário

0 Comentários