ALZIRA SORIANO: A PRIMEIRA PREFEITA DO BRASIL


Luiza Alzira Teixeira Soriano, nascida em Jardim de Angicos em 
29 de abril de 1896 entrou para a história do Brasil como a primeira mulher a ser eleita prefeita no país aos 32 anos de idade. Em 1928, ela venceu as eleições para o cargo na cidade de Lajes, no interior do Rio Grande do Norte, marcando um feito pioneiro e simbólico para a luta das mulheres na política brasileira.

Filha de uma família tradicional, Alzira era conhecida por sua inteligência, liderança e espírito progressista. Candidata pelo Partido Republicano, ela obteve cerca de 60% dos votos — uma vitória expressiva, especialmente se considerado o contexto da época. Em 1928, o voto feminino ainda não era garantido em todo o território nacional.

A candidatura de Alzira Soriano ocorreu graças a uma lei estadual que autorizava a participação das mulheres na política do Rio Grande do Norte.

Diz o texto da Lei Estadual 660, de 25 de outubro de 1927, conforme registro no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte: “No Rio Grande do Norte poderão votar e ser votados, sem distinção de sexo, todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas por essa lei”.

O direito para todo Brasil seria conquistado formalmente em 1932, com o Código Eleitoral Provisório do governo de Getúlio Vargas.

A eleição de Alzira Soriano ocorreu graças a uma brecha na legislação eleitoral do Rio Grande do Norte, que permitia o voto e a candidatura de mulheres. Sua posse como prefeita foi um marco que antecipou os avanços legais da década seguinte e mostrou que a participação feminina na política era não possível, como desejada por muitos eleitores.

Durante seu mandato, Alzira enfrentou resistência e críticas por romper com os padrões sociais da época, mas também recebeu apoio e admiração por sua coragem e capacidade de gestão. Sua atuação abriu caminhos e inspirou gerações de mulheres a buscarem espaços de liderança e representação no cenário político brasileiro.

O legado de Alzira Soriano segue como um símbolo da força e da perseverança feminina na luta por igualdade e democracia.



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